Em um movimento que vai na direção oposta ao adotado por parte do setor aéreo nos últimos anos, a Avianca, companhia aérea com sede na Colômbia, anunciou uma alteração relevante em sua política tarifária. A empresa informou que a tarifa Light, considerada a mais econômica em voos internacionais dentro das Américas, passa a incluir bagagem de mão de até 10 quilos.
A mudança já está em vigor para passagens compradas a partir de 27 de janeiro e representa um alívio para passageiros que, até então, precisavam adquirir bilhetes mais caros para ter direito ao transporte da mala de mão no compartimento superior da aeronave.
Até a alteração, a tarifa Light permitia apenas o embarque com um item pessoal pequeno, como bolsa, mochila ou pasta, desde que coubesse sob o assento à frente. A inclusão da bagagem de mão amplia as possibilidades para quem busca economia sem abrir mão de itens essenciais durante a viagem.

O que muda na prática para quem voa com a Avianca
Com a nova regra, passageiros que optarem pela tarifa Light em voos internacionais operados pela Avianca nas Américas poderão embarcar com uma mala de mão de até 10 kg, além do item pessoal já permitido anteriormente.
A companhia destaca que a decisão elimina a necessidade de adquirir tarifas intermediárias ou superiores apenas para garantir o direito à bagagem de mão, algo que vinha sendo alvo de críticas frequentes por parte de consumidores.
Bilhetes mais baratos com mais benefícios
A inclusão da bagagem de mão na tarifa mais acessível tende a tornar os preços mais competitivos, principalmente em rotas de curta e média duração, nas quais muitos passageiros viajam apenas com mala de cabine.
Para o consumidor, a mudança representa maior previsibilidade de custos, reduzindo a necessidade de taxas adicionais no momento da compra ou durante o check-in.
Diferença entre voos internacionais e domésticos
Apesar da novidade nos voos internacionais, a Avianca informou que não haverá alteração nas tarifas aplicadas aos voos domésticos. Nessas rotas, a empresa seguirá oferecendo a tarifa Basic, que dá direito apenas a um item pessoal.
Segundo a companhia, a decisão faz parte de uma estratégia que busca manter uma estrutura tarifária diferenciada entre mercados, levando em consideração as características específicas de cada tipo de operação.
Justificativa da empresa para a manutenção da tarifa Basic
Em comunicado, a Avianca afirmou que a segmentação tarifária permite atender diferentes perfis de passageiros e preservar a competitividade em mercados domésticos, onde o preço costuma ser um fator ainda mais decisivo.
A empresa argumenta que a política atual está alinhada às necessidades dos clientes desses trechos e às práticas adotadas em determinados mercados regionais.
Decisão da Avianca contrasta com tendência do setor
A iniciativa da Avianca chama atenção por ocorrer em um contexto no qual diversas companhias aéreas têm adotado políticas mais restritivas em relação à bagagem de mão, inclusive em voos internacionais.
Nos últimos anos, o setor aéreo passou a fragmentar cada vez mais os serviços incluídos nas tarifas básicas, cobrando valores adicionais por itens antes considerados padrão.
Casos recentes no mercado brasileiro
No Brasil, o tema ganhou destaque em 2025, quando a Gol passou a oferecer tarifas internacionais que não incluíam bagagem de mão em determinadas rotas. A prática já vinha sendo adotada pela Latam desde 2024.
A mudança gerou forte reação negativa entre consumidores, que passaram a questionar a transparência e o real custo das passagens anunciadas como promocionais.
Repercussão chegou ao Congresso Nacional
A retirada da bagagem de mão de tarifas básicas em voos internacionais foi tão criticada que o assunto acabou chegando ao Congresso Nacional. Em 2025, a Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que proíbe a cobrança adicional pela bagagem de mão em voos domésticos.
A proposta, no entanto, encontra-se em tramitação no Senado e ainda não foi transformada em lei, mantendo o cenário de incerteza regulatória no setor.
Limites da legislação atual
Atualmente, a legislação brasileira não impede que companhias aéreas retirem a bagagem de mão de tarifas promocionais em voos internacionais, desde que as regras estejam claramente informadas ao consumidor.
Isso faz com que cada empresa adote sua própria política, criando diferenças significativas entre as experiências oferecidas aos passageiros.
Azul mantém bagagem de mão gratuita em voos internacionais
Entre as grandes companhias aéreas que operam no Brasil, a Azul segue como exceção. A empresa mantém o direito ao embarque com bagagem de mão gratuita em todos os voos internacionais, independentemente da tarifa escolhida.
A política é frequentemente citada por consumidores como um diferencial competitivo, especialmente em rotas de curta duração.
Comparação entre as principais companhias
Enquanto Gol e Latam optaram por segmentar ainda mais seus produtos, e a Azul mantém um modelo mais tradicional, a Avianca passa a ocupar uma posição intermediária ao incluir a bagagem de mão apenas em voos internacionais.
Essa diversidade de estratégias reforça a importância de o passageiro analisar cuidadosamente as condições tarifárias antes de finalizar a compra.
Impacto para o consumidor e para o mercado
A decisão da Avianca pode influenciar o comportamento de outras companhias aéreas, especialmente se a medida resultar em aumento de demanda ou maior satisfação dos clientes.
Em um mercado altamente competitivo, pequenas alterações na composição das tarifas podem representar vantagem significativa na escolha do passageiro.
Expectativa de reação dos concorrentes
Especialistas do setor avaliam que, caso a iniciativa gere resultados positivos, outras empresas podem ser pressionadas a rever suas políticas de bagagem, principalmente em rotas onde a concorrência é mais acirrada.
Por enquanto, a mudança reforça a percepção de que o tema da bagagem de mão continua sendo um dos principais pontos de atenção para quem planeja viajar de avião nas Américas.
