O Festival do Folclore de Olímpia 2026 começa neste sábado, 1º de agosto, no Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna”, em Olímpia, no interior de São Paulo, com entrada gratuita. A 62ª edição do FEFOL segue até 9 de agosto de 2026 e terá como principal atração da abertura o show de Neguinho da Beija-Flor, além de cortejos, homenagens e apresentações de grupos folclóricos.
O evento reúne mais de 70 grupos de 21 estados e das cinco regiões brasileiras, com cerca de 2.800 artistas, músicos, dançarinos e coordenadores. Quem for ao festival encontrará apresentações noturnas, atividades durante o dia, oficinas de dança, seminários, gincanas, cortejos pelas ruas, manifestações religiosas, artesanato, culinária e espaços como a Vila Brasil, em uma programação voltada à cultura popular brasileira.
Abertura do Festival do Folclore de Olímpia 2026
A programação de abertura começa às 18h30 com o lançamento do Anuário do 62º Festival do Folclore, no Pavilhão Institucional. Às 19h, será inaugurada a Vila Brasil, área que integra as atividades culturais e gastronômicas do evento.
A cerimônia oficial ocorre no Recinto do Folclore, localizado na Avenida Menina Moça, 800, na Vila Folclore. O hasteamento das bandeiras está marcado para as 19h30, e a abertura oficial começa às 20h, com participação de estudantes, professores e convidados ligados à rede municipal de ensino.
Às 20h45, os grupos participantes fazem um desfile pela arena, mostrando parte da diversidade cultural que marca o festival. Na sequência, a partir das 21h30, o palco principal recebe grupos do Rio de Janeiro, estado homenageado nesta edição.
Entre as atrações confirmadas estão Mineiro Pau e Boi Pintadinho, de Santo Antônio de Pádua; Ciranda de Tarituba, de Paraty; Associação Carnavalesca de Bois Malhadinhos, de Quissamã; Afoxé Maxambomba, de Nova Iguaçu; e A Brilhante Estrela de Belém, da Tijuca.
O Rio de Janeiro será a delegação com maior número de representantes nesta edição, com dez grupos. Ao longo do festival, o público verá expressões como jongo, samba, folia de reis, ciranda, afoxé, quadrilha junina, bois populares e outras tradições populares do estado.
Show de Neguinho da Beija-Flor na primeira noite
Um dos pontos centrais da abertura será o show de Neguinho da Beija-Flor, às 23h30, na arena do Recinto do Folclore. A apresentação conecta o festival ao samba e ao carnaval carioca, reforçando a homenagem ao estado do Rio de Janeiro.
Conhecido como uma das vozes mais marcantes da Beija-Flor de Nilópolis, o cantor integra a programação gratuita da primeira noite e deve reunir moradores, visitantes e admiradores do samba na arena principal.
No domingo, 2 de agosto, a programação começa às 9h, com a tradicional Missa em Ação de Graças na Igreja Matriz de São João Batista. Integrantes dos grupos entram no templo com seus trajes tradicionais, cantando e apresentando elementos culturais dos estados representados. À noite, estão previstas a Passarela do Folclore e novas apresentações de grupos de várias regiões do país.

Oficinas gratuitas de dança na Casa da Cultura
Entre os destaques da programação diurna estão três oficinas gratuitas de dança, marcadas para os dias 3, 5 e 7 de agosto, sempre às 14h, na Casa da Cultura, na Rua São João, 942, no Centro de Olímpia.
Não é necessário fazer inscrição antecipada. Os interessados podem comparecer diretamente ao local nos dias das atividades. Segundo a organização, os participantes receberão certificados ao final das oficinas.
Oficina de cultura pantaneira
Na segunda-feira, 3 de agosto, a atividade será conduzida pelo Grupo Vitória Régia, de Cáceres, no Mato Grosso. A oficina apresenta elementos das danças, músicas e tradições associadas à cultura pantaneira.
Criado em 2010, o grupo trabalha a valorização do folclore mato-grossense e já representou a cultura do Pantanal em festivais no Brasil e no exterior. O repertório reúne costumes, personagens e referências ao modo de vida das comunidades pantaneiras.
Xaxado, ciranda e coco de roda
Na quarta-feira, 5 de agosto, a oficina será com a Companhia de Projeções Folclóricas Raízes, de Campina Grande, na Paraíba. A proposta inclui manifestações populares nordestinas, como xaxado, coco de roda, ciranda, danças afro-brasileiras e referências ao universo do cangaço.
A companhia completa 30 anos de atuação e desenvolve pesquisas, espetáculos e ações de preservação das tradições paraibanas. O grupo também já se apresentou em festivais realizados na França e na Bélgica.
Tradição dos caboclinhos pernambucanos
A última oficina acontece na sexta-feira, 7 de agosto, com o Caboclinho Canindé, de Goiana, em Pernambuco. Fundado em 1971, o grupo preserva uma manifestação marcada pela dança, pelo ritmo acelerado, pela musicalidade e por referências às culturas indígenas.
O Caboclinho Canindé recebeu, em 2023, o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. A atividade permite ao público conhecer movimentos, ritmos e significados de um dos folguedos mais tradicionais da cultura popular pernambucana.
Programação diurna amplia o festival pela cidade
O FEFOL não se concentra apenas no recinto principal. Durante a semana, o festival leva apresentações a escolas municipais, estaduais e particulares, além de instituições sociais, estabelecimentos comerciais e espaços públicos de Olímpia. Os grupos também fazem peregrinações culturais pelas ruas centrais da cidade.
Entre as atividades previstas estão o Seminário de Estudos Relacionados ao Folclore, a Gincana de Brinquedos Tradicionais Infantis e Folclorança, o Minifestival e encontros educativos com estudantes. No dia 6 de agosto, o seminário contará com palestra da artista visual Zilah Garcia.
O Minifestival reúne apresentações preparadas por escolas de Olímpia com temas como frevo, siriri, maracatu, carimbó, jongo, catira, samba, cultura indígena e ritmos do Rio de Janeiro. A proposta é aproximar crianças e jovens do patrimônio cultural brasileiro por meio da cena local.
A programação diurna também inclui visitas a instituições, apresentações na Câmara Municipal, no Fórum, em supermercados e em espaços voltados à terceira idade. Com isso, o festival espalha suas atividades por diferentes pontos da cidade durante os nove dias de evento.
Grupos das cinco regiões e diversidade cultural
A edição de 2026 reúne manifestações como congadas, reisados, bois populares, cocos de roda, fandango caiçara, maracatu, cirandas, afoxés, quadrilhas juninas, capoeira, danças gaúchas, tradições pantaneiras e manifestações religiosas. O recorte mostra a variedade de expressões populares presentes no país.
Entre os representantes do Centro-Oeste estão o Terno de Moçambique Nossa Senhora do Rosário, de Catalão, em Goiás; o Grupo Vitória Régia, de Cáceres, no Mato Grosso; e o Grupo Camalote, de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Os grupos levam ao festival manifestações ligadas à congada, à religiosidade popular, ao cerrado e ao Pantanal.
A Região Sul será representada pelo Grupo Fandanguará, de Guaraqueçaba, no Paraná; pelo Boi de Mamão Brinca Meu Boi, de Florianópolis, em Santa Catarina; e por grupos tradicionalistas do Rio Grande do Sul, como o CTG Laço da Amizade. As apresentações incluem fandango caiçara, personagens de origem açoriana, chulas, chotes e danças da tradição gaúcha.
Também participam grupos do Norte, Nordeste e Sudeste, com representantes de Roraima, Pará, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Cortejo, homenagem e encerramento
No sábado, 8 de agosto, a programação começa às 8h30 com visita ao túmulo do professor José Sant’anna, criador e idealizador do Festival do Folclore de Olímpia, no Cemitério Municipal São José. Em seguida, às 10h, os grupos participam de uma peregrinação pela Rua São João até a Praça da Matriz.
O cortejo permite acompanhar de perto figurinos, instrumentos, músicas, personagens e danças de diferentes regiões do Brasil. É um dos momentos em que o festival ocupa o centro da cidade e aproxima público e grupos em movimento pelas ruas.
O encerramento está previsto para 9 de agosto, no próprio Recinto do Folclore, mantendo as apresentações culturais. Durante todos os dias, o público também pode circular por espaços como a Vila Brasil, o Pavilhão dos Saberes e Sabores e as áreas dedicadas ao artesanato e à gastronomia.
Serviço
- Data: 1º a 9 de agosto de 2026
- Horário: programação ao longo do dia e da noite; abertura oficial às 20h, no sábado, 1º de agosto
- Local: Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna”, Avenida Menina Moça, 800, Vila Folclore, Olímpia (SP)
- Atrações: grupos folclóricos de 21 estados, cortejos, oficinas de dança, seminários, gincanas, Vila Brasil, Pavilhão dos Saberes e Sabores, apresentações culturais e show de Neguinho da Beija-Flor
- Ingressos: entrada gratuita
- Participação nas oficinas: sem inscrição antecipada
O Festival do Folclore de Olímpia chega à 62ª edição como um dos principais encontros da cultura popular brasileira, com programação gratuita, presença de grupos de várias regiões e atividades espalhadas por diferentes pontos da cidade.

















