O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, iniciou uma nova fase em sua modernização com a inauguração, nesta quarta-feira (6), da ampliação da sala de embarque remoto. Localizada no piso térreo do terminal, a área passa a ter 3.300 metros quadrados, mais do que o dobro dos 1.400 m² que ocupava anteriormente. A nova estrutura foi projetada para oferecer mais conforto, melhores serviços e maior fluidez na circulação de passageiros.
Administrado pela concessionária Aena, o aeroporto passa por uma série de reformas desde que foi concedido à iniciativa privada. A ampliação da sala de embarque remoto é considerada a primeira grande entrega do novo ciclo de investimentos e envolveu um aporte de R$ 30 milhões. A área é responsável por aproximadamente 45% dos embarques diários, atendendo cerca de 15 mil passageiros.

Mais lojas, assentos e reorganização de acesso aos portões
Com a ampliação, a capacidade de assentos aumentou de 213 para 339 lugares, permitindo mais conforto para os usuários que aguardam o embarque. O espaço também ganhou um corredor comercial com 11 lojas e pontos de alimentação — um salto em relação às apenas duas unidades disponíveis anteriormente.
Entre os novos estabelecimentos, estão a drogaria Farmais, a livraria Aerobook, a barbearia Bluma, além das marcas Fuel e Loft. No setor gastronômico, o público conta agora com unidades do Hot Dog Club, A Saideira, Heladeria Havana, La Guapa, No Ar e Nescafé. A ideia é tornar a espera pelo voo mais agradável, com serviços variados e áreas mais amplas para circulação.
Ônibus agora param em frente aos portões de embarque
Outra mudança relevante diz respeito à operação dos ônibus que levam os passageiros da sala até as aeronaves. A Aena reorganizou os pontos de parada e os veículos passam a estacionar em frente aos respectivos portões, o que deve facilitar o acesso e reduzir erros de embarque em horários de grande fluxo.
Segundo o diretor-executivo da Aena, Kleber Meira, o objetivo da ampliação é “melhorar a experiência do passageiro e tornar o aeroporto mais eficiente até a conclusão do novo terminal”. Ele ressaltou que a obra não fazia parte das exigências contratuais da concessão, mas foi considerada essencial diante do volume de usuários na área remota.
Novo terminal será entregue em 2028 com voos internacionais
A atual sala de embarque remoto permanecerá em funcionamento até junho de 2028, quando está prevista a entrega do novo terminal de passageiros de Congonhas. O projeto completo, com investimento total de R$ 2,4 bilhões, prevê melhorias em toda a estrutura do aeroporto, incluindo a ampliação das pontes de embarque de 12 para 19, novos espaços comerciais, reformas em banheiros e sistemas de climatização, além de intervenções na pista e áreas operacionais.
Com o novo terminal, o embarque remoto será transferido para o hangar tombado pelo Patrimônio Histórico, localizado ao lado direito do terminal principal. A estrutura será restaurada e adaptada para abrigar 10 portões remotos. Já a área recém-inaugurada poderá ser reaproveitada futuramente como espaço para desembarque doméstico e voos internacionais.
Congonhas se prepara para retomada de voos ao exterior
Com a ampliação, a Aena pretende preparar o Aeroporto de Congonhas para receber novamente voos internacionais. A concessionária projeta que essas operações sejam retomadas após a entrega do novo terminal, com foco em rotas para países da América do Sul. A limitação da pista, que não comporta aeronaves de grande porte, deve manter o foco em aviões menores, compatíveis com destinos regionais.
Congonhas é atualmente o segundo aeroporto mais movimentado do país, com cerca de 22 milhões de passageiros por ano. Com as obras, a expectativa é que essa capacidade salte para 29,5 milhões, impulsionada pela modernização da estrutura e pela inclusão de novas rotas.
Outras melhorias em andamento
Ainda em 2025, a Aena deve entregar outras melhorias, como a reforma da fachada do terminal, instalação de bolsão para carros de aplicativo, criação de uma nova praça de embarque de passageiros, ampliação das vias de acesso, modernização do ar-condicionado e aumento dos canais de raio-x.
O projeto também prevê a preservação e integração das áreas históricas tombadas ao novo terminal, criando um ambiente que combina tradição e modernidade no coração de São Paulo.
