Viajar para o exterior a partir do maior aeroporto do Brasil ficou mais caro em 2026. A taxa de embarque para voos internacionais no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, passou por um reajuste oficial e teve aumento superior a oito por cento. A mudança já chama atenção de passageiros que utilizam o terminal como principal porta de saída do país.
Com o reajuste, a tarifa que antes era de R$ 59,94 passou a custar R$ 64,56, representando um aumento de 8,43%. O novo valor se aplica exclusivamente aos embarques internacionais, enquanto as tarifas para voos nacionais permanecem inalteradas neste momento.
A partir do terceiro parágrafo, os detalhes do reajuste e das decisões regulatórias ajudam a entender como as tarifas aeroportuárias passam a vigorar ao longo de 2026 e quais impactos podem ser sentidos pelos passageiros.

Taxa de embarque em Guarulhos segue critérios contratuais e inflação
O aumento da taxa de embarque internacional em Guarulhos está alinhado às regras estabelecidas nos contratos de concessão aeroportuária e à atualização monetária baseada na inflação oficial do país. A correção considera o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador utilizado pelo governo federal para medir a variação dos preços.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), os reajustes não são definidos de forma arbitrária. Eles seguem parâmetros previamente acordados nos contratos firmados com as concessionárias que administram os aeroportos brasileiros.
Voos nacionais seguem sem reajuste em Guarulhos
Apesar do aumento aplicado aos embarques internacionais, a tarifa de embarque para voos nacionais no Aeroporto de Guarulhos não sofreu alteração até o momento. A diferenciação entre tarifas nacionais e internacionais é prevista na regulação do setor.
Essa distinção ocorre porque os custos operacionais, infraestrutura utilizada e serviços prestados em voos internacionais costumam ser mais elevados, o que impacta diretamente a composição da tarifa.
ANAC define novos tetos tarifários para aeroportos em todo o país
Além do reajuste em Guarulhos, a ANAC publicou os novos tetos tarifários que poderão ser aplicados em diversos aeroportos brasileiros ao longo de 2026. Esses valores máximos servem como limite para a cobrança de tarifas aeroportuárias pelas concessionárias.
Os novos tetos abrangem diferentes grupos de concessões e refletem tanto a inflação acumulada quanto as condições previstas nos contratos assinados entre o poder público e as empresas responsáveis pela administração dos terminais.
Concessões contempladas pelos novos tetos
Entre as concessões que tiveram os tetos tarifários definidos estão aeroportos das regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Central e Sul. Também fazem parte da lista os blocos SP/MS/PA/MG, Norte II e o segmento de Aviação Geral.
Além disso, aeroportos estratégicos como o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e o São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, também tiveram seus limites tarifários atualizados para vigorar em 2026.
Novos valores entram em vigor, mas reajustes são graduais
De acordo com a ANAC, os novos tetos tarifários passaram a valer oficialmente em 1º de janeiro de 2026. No entanto, isso não significa que todos os aumentos sejam aplicados imediatamente aos passageiros.
Na prática, os reajustes tarifários ocorrem de forma gradual ao longo do ano, respeitando etapas obrigatórias de consulta e análise previstas na regulação do setor aéreo.
Consulta às partes interessadas é obrigatória
Antes que qualquer aumento tarifário seja efetivamente aplicado, é necessária a realização de consultas às partes interessadas, como concessionárias de aeroportos e companhias aéreas. Esse processo é considerado uma boa prática internacional na aviação civil.
Segundo a agência reguladora, esse modelo garante maior transparência, evita decisões unilaterais e contribui para um ambiente regulatório mais equilibrado.
Tarifa de embarque não é o único fator no preço da passagem
Embora a taxa de embarque impacte diretamente o valor final pago pelo passageiro, a ANAC destaca que ela representa apenas uma parte do custo total da passagem aérea. Existem outras tarifas e despesas que influenciam o preço final do bilhete.
Entre esses fatores estão as tarifas de pouso e de permanência das aeronaves, custos de estacionamento, tarifa de conexão de passageiros e despesas operacionais dos aeroportos repassadas às companhias aéreas.
Equilíbrio regulatório busca evitar abusos de mercado
A obrigatoriedade de consulta às empresas aéreas na definição das tarifas é apontada pela ANAC como um mecanismo importante para equilibrar o poder de mercado entre concessionárias e companhias.
Esse modelo ajuda a tornar a formação de preços mais eficiente, reduzindo o risco de repasses excessivos e garantindo previsibilidade tanto para empresas quanto para consumidores.
Impacto para passageiros que viajam ao exterior em 2026
Para quem pretende viajar para fora do país em 2026, o reajuste da taxa de embarque internacional em Guarulhos representa um custo adicional que precisa ser considerado no planejamento da viagem. Apesar de não ser o principal componente do preço da passagem, a tarifa influencia o valor final pago.
Em viagens internacionais, onde o custo total costuma ser mais elevado, variações como essa tendem a ter impacto menor no orçamento geral, mas ainda assim são percebidas por passageiros frequentes.
Guarulhos segue como principal porta de saída do Brasil
Mesmo com o reajuste, o Aeroporto Internacional de Guarulhos mantém sua posição como o principal hub de voos internacionais do país, concentrando grande parte das conexões para América do Norte, Europa, Ásia e África.
A movimentação intensa e a infraestrutura robusta justificam, segundo especialistas do setor, a atualização periódica das tarifas, desde que respeitados os limites regulatórios e os processos de consulta.
Reajustes aeroportuários refletem dinâmica do setor aéreo
Os ajustes tarifários definidos para 2026 refletem a dinâmica de um setor que passou por fortes transformações nos últimos anos, com impactos da pandemia, retomada gradual da demanda e reorganização das operações aeroportuárias.
Para a ANAC, a atualização dos tetos tarifários é parte de um processo contínuo de regulação que busca garantir sustentabilidade econômica das concessões sem comprometer a competitividade do transporte aéreo no Brasil.
Passageiros devem acompanhar mudanças ao longo do ano
Como os reajustes podem ser implementados em momentos diferentes ao longo de 2026, passageiros que pretendem viajar devem acompanhar as atualizações tarifárias e verificar os valores no momento da compra da passagem.
A recomendação é observar não apenas o preço final do bilhete, mas também a composição das tarifas, especialmente em voos internacionais com embarque em grandes aeroportos concedidos.
