5 curiosidades sobre a praia de Copacabana

O famoso hotel Copacabana Palace (Foto: Wikimedia Commons)
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Se não é a mais famosa, com certeza, a Praia de Copacabana está entre as mais famosas praias do mundo. Suas águas azuis e areias brancas guardam histórias de reis e rainhas, celebridades e desconhecidos. Ao longo das décadas, têm se tornado parte da cultura não só do Rio de Janeiro, mas de todo o Brasil. É lá que se encontram, inclusive, incríveis ofertas de apartamentos para alugar de temporada ou compra.

Entretanto, ainda são poucos que se indagam sobre a história do bairro, seu calçadão e suas areias. Por isso, no post de hoje, reunimos 5 curiosidades que vão te deixar surpreso sobre os segredos que ali se encontram:

1. Seu famoso calçadão é inspirado em mosaicos de Lisboa

Calçadão de Copacabana é inspirado em mosaicos de Lisboa (Foto: Wikimedia Commons)

O padrão de pedras, formando ondas assimétricas, no calçadão da Avenida Atlântica do bairro de Copacabana é único e foi feito especialmente para cobrir as ruas da região, certo? Errado! O calçadão de mais de 4 km de extensão teve como inspiração original o mosaico da Praça do Rocio, em Lisboa. Lá em Portugal, essa Praça foi palco de feiras e mercados antigos, desde a Idade Média, e após um terremoto em 1755, foi reconstruída com o famoso padrão de ondas do mar nas cores preto e branco, em homenagem ao encontro das águas doces do Rio Tejo com o Oceano Atlântico. Hoje a Praça é sede do Teatro Dona Maria II e de uma grande estátua de Dom Pedro II.
Aqui no Brasil, esse tipo de calçada foi primeiramente implantada em 1901, no Largo de São Sebastião, em Manaus, em comemoração à abertura dos Portos do Rio Amazonas. Copacabana só foi receber o devido calçamento em meados da década de 1910. Primeiramente, as ondas tinham orientação perpendicular em relação ao comprimento da calçada, e figuraram até a década de 1970, quando foram alteradas no sentido paralelo.

2. Já foi proibido jogar frescobol em suas areias

Frescobol nas areias de Copacabana (Foto: Wikimedia Commons)

Idealizado por Lian Pontes de Carvalho, dono de uma fábrica de pranchas e móveis do Rio de Janeiro, o frescobol nasceu por conta de uma dificuldade que o seu idealizador tinha em se livrar de sobras de madeira. Na década de 1940, Lian começou a confeccionar raquetes de madeira e vender para os frequentadores da Praia de Copacabana. Em 1950, o frescobol se tornou proibido na praia, por motivo de perturbação aos banhistas, e assim começou a se expandir para outras praias, se tornando o esporte que nós conhecemos hoje. Em meio a ditadura, no ano de 1971, a Secretaria de Segurança Pública regulamentou que qualquer atividade esportiva, incluindo o frescobol, em todas as praias do Rio fossem afastadas da beira d’água até as 14h. Esse decreto manteve-se até meados da década de 1980. Ainda assim, no verão de 2013/2014 o frescobol foi novamente proibido nas praias cariocas pela própria prefeitura, nos horários das 8h às 17h, por conta do alto movimento de turistas e moradores na faixa de areia.
Hoje o frescobol é uma das formas de lazer mais populares do Brasil e tem até um dia comemorativo, 10 de Julho. Desde 2015, o frescobol é considerado um dos patrimônios imateriais do Rio, juntamente com os blocos carnavalescos, os vendedores de mate e biscoitos de polvilho das praias cariocas e diversos bares tradicionais da cidade.

3. O nome original da praia era Sacopenapã

Praia de Copacabana era chamada de praia de Sacopenamã (Foto: Wikimedia Commons)

Quando os primeiros colonizadores chegaram no Rio, a região que hoje compreende Copacabana nada mais era do que um areal deserto, onde pescadores passavam a tarde para prover o seu sustento. O nome o qual chamavam aquela região era Sacopenapã, de origem tupi. Com o assentamento dos primeiros moradores na região, houve a instalação de uma pequena capela no extremo sul da praia, no qual foi colocada uma imagem de Nossa Senhora de Copacabana, trazida por mercadores de prata bolivianos. O nome Copacabana vem da língua Inca Quichua, e significa “Mirante do Azul”. É o mesmo nome de uma cidade boliviana nas margens do Lago Ticaca. Daí para frente, a região passou a ser chamada de Copacabana, em referência a pequena capela. Posteriormente, a capela se tornou uma igreja, e a mesma foi destruída no início do século XX para dar lugar ao Forte de Copacabana.

4. A areia da praia é artificialmente recomposta

Areias da praia de Copacabana (Foto: Wikimedia Commons)

A enorme faixa de areia que margeia a praia de Copacabana não é consequência de um processo natural. Na verdade, cidades litorâneas sofrem constantemente com o desgaste das areias “perdidas” por conta de diversos fatores climáticos. Para que a área possa continuar sendo usada pelos banhistas, protegendo as construções do litoral, é necessário recompor a areia artificialmente a partir de dragagens. Na década de 1970, foi realizado o primeiro aterramento hidráulico na orla de Copacabana, aumentando a faixa de areia para permitir o alargamento das pistas da Avenida Atlântica. Hoje, a areia é recomposta anualmente através de uma plataforma continental interna, com material de características granulométricas idênticas às da praia ou preferencialmente mais grossas.

5. O famoso Hotel Copacabana Palace tem um andar privado

O famoso hotel Copacabana Palace (Foto: Wikimedia Commons)

O Hotel Copacabana Palace é tão famoso quanto as águas da Praia de Copacabana. É lá que grandes celebridades como Princesa Diana e Príncipe Charles, Nelson Mandela, Walt Disney, Santos Dumont, Lenny Kravitz, Mick Jagger entre outros, se hospedaram durante estadia na Cidade Maravilhosa. O hotel, inclusive, mantém um registro no chamado Livro de Ouro, com fotografias e assinaturas dos famosos que por lá já passaram.
O que poucos sabem é que estas celebridades normalmente ficam hospedadas em um andar privativo do hotel, que se localiza no sexto pavimento. Lá estão as mais luxuosas suítes, com aproximadamente 100 metros quadrados, varanda privativa e possibilidade de conectar uma com a outra formando espaços ainda maiores. Para ter acesso ao sexto andar é preciso usar uma chave especial no elevador ou na escada, entregue ao hóspede durante o check-in. Em baixa temporada, o valor da diária em uma das sete suítes deste pavimento chega a R$ 4.525, com taxas de serviço e adicionais à parte.

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